segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Resiliência: será só isso?

Resultado de imagem para jogos olímpicosAo observamos trajetória de vida de atletas olímpicos, onde são constantes histórias de dor e sofrimento, superadas com afinco e dedicação, a expressão muito em uso é resiliência. Para a física essa palavra significa uma característica de certos corpos que os permitem voltar à sua forma original, depois de terem sofrido deformação elástica. Já num sentido figurado, que é o que nos interessa mais diretamente, pode ser definida como a habilidade para se adaptar às intempéries, às alterações ou aos infortúnios, superando-os.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

As Olimpíadas e autoestima dos brasileiros


Uma pesquisa do Ibope Inteligência em relação às Olimpíadas do Rio, realizada entre os dias 14 e 18 de julho, mostra que 59% dos entrevistados torcem mais pelo sucesso do evento que pela conquista de medalhas pelos atletas brasileiros. Esse dado vem a confirmar um problema crônico que enfrentamos há décadas: uma autoestima terrivelmente baixa. Desde crianças crescemos ouvindo comparações no sentido de que tudo o que há e se faz lá fora – em especial nos Estados Unidos e na Europa – é muito bom e que aqui, ao contrário, tudo é ruim e que as coisas não funcionam.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Um Novo Modelo de Estado


O Presidente em exercício Michel Temer enviou recentemente ao Congresso Nacional uma proposta de Emenda Constitucional (PEC 241 de 2.016) que pretende limitar as despesas públicas. A proposta visa, num primeiro momento, proporcionar um ajuste nas contas do Governo. Estima-se que em 2.016 teremos um rombo de R$ 170,496 bilhões. Nesse cenário, a norma que estabelece um teto para os gastos é uma maneira de corrigir essa distorção. Com efeito, toda pessoa que tem de gerir um orçamento, ainda que doméstico, sabe que um passo importante para se alcançar o equilíbrio é reduzir os gastos.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Vocação para a política

Há poucos dias, enquanto conversava descontraidamente com a minha filha, ainda criança, fiz aquela pergunta tão costumeira: “o que você quer ser quando crescer?”. A resposta foi cheia de dúvidas: escritora, juíza... ou médica talvez. E então insisti no assunto: “e política?”. A isso ela respondeu prontamente: “de jeito nenhum!”. “Mas e se você tiver vocação para isso?” insisti eu. Após pedir explicações sobre o que é uma vocação, ela respondeu seguramente: “Vocação para política?! Eu?! Não. Deus é bom. Ele não faria isso comigo”, disse ela pondo um ponto final nessa questão.
É engraçado, mas ao mesmo tempo preocupante, o desinteresse das novas gerações pela política. As notícias de sujeira e corrupção, aliadas às críticas azedas e frequentes dos pais, professores e adultos em geral, faz com que nossos filhos olhem para os políticos com desconfiança. Pior ainda, há em muitos a certeza de que é absolutamente impossível entrar nesse meio sem se enlamear numa corrupção generalizada e impossível de ser combatida.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Onde estão nossos heróis?


Dentre as notícias da semana passada teve destaque a prisão de um agente da Polícia Federal, que havia conquistado a fama por ter cumprido mandados de prisão de personagens importantes. É bem verdade que o “Japonês da Federal” não ganhou notoriedade por si mesmo, mas pelo fato de protagonizar algumas cenas que não imaginávamos possíveis. Com efeito, nascemos e crescemos ouvindo dizer que “neste País, só pobre vai para a cadeia” e, no entanto, nos últimos tempos, isso tem sido desmentido por inúmeros acontecimentos. E em grande parte deles o “Japa” estava lá exercendo o papel de herói nacional.
Agora se evidencia que o nosso herói também estava no alvo da Justiça. E isso em meio a um mar de lama em que se descobre estarem imersos muitos políticos e empresários. Diante disso, uma reação muito provável é o desalento. Serão, de verdade, todos os nossos heróis ... Macunaímas?